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Paula Toller fala sobre Sónós em coletiva
28/6/2007
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Da redação
Na tarde desta quinta-feira, dia 28, a cantora Paula Toller concedeu uma coletiva de imprensa virtual para falar a respeito de seu novo disco solo Sónós.
Paula, junto com o produtor Paul Ralphes, lança um trabalho com repertório repleto de parcerias com artistas alternativos e já estabelecidos, tanto do Brasil como de outros países, como Donavon Frankenreiter, Rufus Wainwright, Jesse Harris, entre outros.
?Neste trabalho tive muitos parceiros conhecidos, amigos mesmo. Mas por enquanto só planejo o disco e a turnê, ainda não há planos para o lançamento de um DVD?, contou a cantora.
?Escutei músicas de parceiros, conheci artistas novos. Mas como inspiração tive mesmo o Jesse Harris, o Rufus Wainwright, basicamente?.
?Eu mesma fiz o contato com todos os parceiros, falei sobre o disco que estava fazendo, pedi músicas. Não houve regras, recebi canções e letras incríveis?, disse Paula.
Apesar de diversas parcerias com artistas estrangeiros, a cantora revelou que não tem como foco iniciar uma carreira internacional. ?Qualquer movimento neste sentido será uma boa, mas não estou fazendo força para isso. Acho que a própria internet serve para espalhar o trabalho em outros países. Já recebi cartas de outros lugares do mundo?. Paula também comentou o processo de criação das letras em inglês. ?Tentei escrever sem clichês, continuar no meu caminho de escrita em inglês, não é fácil, mas o Donovan adorou?, brincou.
Paula Toller deixou claro que pretende excursionar bastante com seu novo disco e que considera a tarefa um novo desafio em sua carreira. ?Estou com vontade de fazer esta turnê, é como se fosse uma nova estréia, um novo desafio, tenho de me colocar de uma nova forma para as pessoas?.
Sobre a atual música mainstream, a cantora revelou que prefere procurar novas artistas em cenas alternativas. ?Ouço rádio trocando estações, mas ainda gosto do rádio, dos locutores, principalmente das notícias... sinto que a música do mainstream é muito formatada, muito ?coisa? de produtor, todos tem um som semelhante, som feito por produtor. Alternativo não é experimental, é música pop, mas não chega ao mercado... até mesmo por opção dos artistas?, contou.
Toller também tranqüilizou os fãs a respeito do trabalho com sua banda, o Kid Abelha. ?O Kid não acabou, são férias sabáticas, não há rompimento... quando estou no Kid não posso fazer um trabalho solo... essa era a hora. O George Israel também está gravando disco solo?. Até o final do ano ela pretende se reunir com os colegas de Kid para definir o futuro do grupo. ?Ainda vamos decidir o que fazer com o Kid Abelha, se será algo novo, se será algo comemorativo, não temos tido tempo para nos encontrar.
Sobre a sonoridade de Sónós, a cantora revelou que não se preocupou em parecer diferente do seu trabalho com o Kid Abelha e que o resultado foi uma coisa natural. ?Não foi minha preocupação soar diferente do Kid, faço diferente porque quero, se não quisesse faria algo com a banda?. Ela também acredita que não deve haver rivalidade entre seus fãs e os fãs do grupo. ?Público é público, espero que os fãs mais assíduos gostem, mas não há rivalidade entre o público da Paula e do Kid?, afirmou.
Para Paula Toller, um dos momentos mais marcantes de seu novo disco é a parceria com Erasmo Carlos, na música ? (o q é q eu sou). ?A canção do Erasmo foi a última a chegar, ele ficou de mandar. Na última semana ele ligou e falou que tinha uma música com letra. Eu adorei... é uma música com um questionamento bem profundo?.
Para finalizar, Toller explicou que pretende novamente usar a internet para trabalhar com parceiros em outros projetos e definiu o álbumSónós. ?É um disco absolutamente honesto, cuido de todas as partes do trabalho, tudo tem meu dedo. Isso aumenta minha responsabilidade, eu espero muito das pessoas que me ajudam, mas quem tem que decidir as coisas em um disco solo sou eu. Qualquer coisa podem me culpar?, terminou com bom humor.
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